>Reflexão relâmpago… papo de nerd… pra quem não gosta, parem por aqui e eu prometo um post melhor da próxima vez… não vão dizer que eu não avisei…

Sempre falamos na relação custo-benefício… por que? Quando falamos “custo-benefício”, que possíveis equações matemáticas podemos extrair disso? Vamos lá:

custo = benefício
X = custo x benefício
Talvez X = custo / benefício, mas acho que não, senão usaríamos o “por”, como em km/h.

Pelo meu conceito, todas essas fórmulas estão erradas… na minha opinião, a jeito correto de expressarmos o “custo-benefício” deveria ser “benefício/custo” (benefício por custo)…

Aí, a equação a se extrair do discurso seria:
X = benefício/custo, onde em vez de “X”, podemos usar “satisfação”.

Agora, a parte viajante, para os que têm dificuldade em abstrações matemáticas (se bem que acho que essa parte só vai confundir ainda mais):

Suponha que o benefício é fixo. O que é que vai me gerar mais satisfação? Um custo menor. Enxergaram isso? Custo é o denominador da equação, e quanto menor o denominador, para essa equação, maior será a nossa satisfação. Exemplos matématicos: 
12/6 = 2
12/4 = 3
12/3 = 4
12/2 = 6
(perceberam agora?)

Pensando pelo lado do numerador, é mais óbvio: supondo custo fixo, quando maior o benefício, mais a satisfação.

2/2 = 1
4/2 = 2
6/2 = 3
10/2 = 5

O que motivou essa minha reflexão foi uma conversa com uma amiga minha sobre a minha preferência de bares em Campinas… eu falei pra ela que os meus bares preferidos em Campinas são: Edu Bambu (considerando também o Casa do Edu) e o Bar do Coxinha…

Por que? Porque o que eu procuro em um bar salvo raras exceções, não é o que o bar oferece, e sim a oportunidade de convivência que terei com as pessoas que vão comigo…
Com alguma  segurança, posso dizer que todos os outros bares em Campinas que eu freqüento ou a que sou convidado, são mais barulhentos… e o que acontece? Numa mesa com mais de 4 pessoas, você não consegue manter um único assunto na mesa pois o cara da ponta não talvez seja ouvido pelo cara da outra ponta… nisso, a oportunidade de convivência com essa pessoa, que foi o que me motivou a ir ao bar, deixa de existir… ou seja, benefício baixo… quando associamos isso a um custo alto (normalmente, o barulho é diretamente proporcional ao preço), por exemplo, Giovanetti, Catedral do Chopp, Outback e Applebee’s, que são os convites que eu recebo com mais freqüência (aliás, ninguém me respondeu sobre o trema na língua portuguesa), o que acontece em 90% dos casos? Eu recuso o convite… na verdade, inventarei uma desculpa…

Então, para adiantar a minha resposta para convites que vocês podem vir a me fazer, saibam de antemão qual será a chance de eu aceitar o convite:

Até 70%, as chances de eu ir são boas. O grande fator que pode interferir nesses valores é a raridade do evento (a raridade é o que dá valor às coisas, mas isso é tópico para outro post)… vou deixar essa explicação no ar, por enquanto…

Segue o gráfico resultante das minhas contas:


O que eu acho que tenho que explicitar é: se eu aceitar um convite, tenha a certeza de que não é porque o chopp do Giovanetti é bom… porque a picanha do Rã-Chu é fantástica… ou porque eu tava com vontade de comer Coxinha no Bar do Coxinha… se eu aceitar um convite, é por causa da pessoa que me convidou, e das pessoas que eu sei ou imagino que estarão lá…

Por outro lado, se eu recusar um convite, não achem que é por causa das pessoas… será sim, por causa da relação benefício/custo (já tô aplicando a nova nomenclatura, perceberam?)… eu sei que muita gente não vai entender isso como eu gostaria (mea culpa por achar que tô explicando direito) e que isso pode até gerar alguma discussão, mas o grande objetivo desse blog é tentar fazer as pessoas entenderem como eu penso (é o lado “Fatos” do “Fatos e Fotos”), então… arrisco…

Ok, sorry… a reflexão não foi tão relâmpago quanto eu imaginei… rs… mas aqui eu acho que posso abrir mão do meu direito de ser sucinto… =)

Forte abraço a todos! 1234 SEMPRE!

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