>Essa é a primeira vez que eu estou fazendo um balanço dissertativo do ano… consequentemente, é a primeira vez também, que estou divulgando… já aviso que esse post será longo…

Esse foi um ano de muitas grandes mudanças em vários aspectos… todas elas vejo que foram pra melhor…

Vamos começar de fora pra dentro… apesar da frequência irregular, esse foi o primeiro ano em que consegui ficar o ano inteiro em uma academia (na verdade, comecei em Fevereiro)… não creio que ela tenha servido em prol de emagrecimento, mas certamente serviu pra estabilizar os ganhos e perdas de peso… o resto do resultado (já que maioria concorda que estou acima do peso) depende de “juízo alimentar” mas isso ainda não está dentro das minhas preocupações (embora eu acredite que seja questão de tempo)… posso dizer que, nesse aspecto, estou levando uma vida “Clight: gostoso é viver sem culpa”…

Pela faceta profissional… a mudança nesse aspecto foi a que definiu onde focarei os meus esforços… confesso que até antes desse ano eu ainda estava querendo saber (e meio que procurando) o que eu faria da vida e estava just “going with the flow”… eu não achava ruim, mas estava naquela de conformismo, zona de conforto total… a interação profissional com as pessoas não era tanta e as ambições não existiam… aí veio a essa mudança tá exigindo muito em termos de administração de tempo, coisa na qual ainda preciso melhorar bastante… idéias e ambições agora não faltam, falta é tempo pra conseguir fazer tudo o que queremos… mas as coisas nesse sentido estão se ajeitando e vejo que a tendência é só melhorar… acho que pela primeira vez na vida, estou trabalhando diretamente com alguém…minha co-worker tem me ajudado de maneiras que eu acho que ela nem sabe e trabalhar com ela tem sido muito bacana… é o “element of fun” da frase da Mary Poppins…

Acho que o ser humano tem que cuidar de muita coisa ao mesmo tempo, mas no que diz respeito a nós mesmos, temos que cuidar do corpo… cuidar da cabeça… cuidar da alma… é com a música que eu acho que cuido da alma… e esse ano a decisão acertada foi a estudar explicitamente violão em vez de estudar guitarra… violão é mais independente que guitarra, e logisticamente, é muito mais simples… com guitarra, você precisa de banda, nisso, já precisa rolar consolidação de agendas, interesses e objetivos comuns, etc… fora carregar cabos, extensões, amplificadores, pedaleira, etc… tocar junto é uma experiência muito bacana… é uma sintonia, um alinhamento, uma interação muito legal, mas isso é coisa que ainda acontece com o violão… e, o tipo de música que eu mais gosto de tocar (e a maioria gosta de ouvir no “meu mundo” hoje em dia) é acústica, então pronto… porém, aqui também falta tempo para eu fazer tudo como eu gostaria… mas as coisas aqui também vão se ajeitando, e também vejo que a tendência é só melhorar… esse ano eu assisti uma palestra interessante sobre música e o que ouvi me fez repensar algumas coisas de uma maneira em que vejo que, mesmo que lentamente, algumas coisas vão mudar… tudo é questão de momento…

Do lado afetivo, acho que algumas explicações se fazem necessárias… comecei o ano noivo e terminei o ano solteiro… quando a poeira baixa e o barro seca, a gente volta a olhar pra coisas de maneira racional… alguém aí se lembra de uns livrinhos chamados  “Pequeno Manual de Instruções para a Vida”? Tinha os volumes 1, 2 e 3, e um outro maior que reunia os três volumes, esse era o “Pequeno Grande Manual de Instruções para a Vida”… livrinhos interessantes, que eu acabei dando de presente pra alguém que eu achei que precisava, e depois nunca mais achei esses livros pra comprar… depois eu procuro de novo… bom, anyway, um dos conselhos dados lá, que no fundo eu nunca entendi mas interpretei da minha maneira é: “Pelo menos uma vez na vida, tenha um carro esporte.” Como eu interpretei isso? Tenha pelo menos uma vez na vida, algo que satisfaça o seu ego… namorar uma pessoa tão linda quanto a Isa é definitivamente uma coisa que satisfaria o ego de qualquer um, mas o que acontece com a gente quando temos algo que satisfaz tanto o nosso ego? Passamos a viver em função daquilo… e hoje, eu vejo que isso tava acontecendo comigo… hoje eu me vejo muito diferente de como eu estava… não sei, ou não quero, entrar em detalhes e eu, percebendo isso hoje, posso dizer que eu estava com saudades de mim e nem sabia… pelo amor de Deus, não me entendam mal… a Isa é uma pessoa fantástica… dificilmente se acha uma pessoa que seja tão linda por fora e que não se deixa envaidecer arrogantemente por dentro… só acho (aliás, achamos, plural) que somos diferentes mesmo… então, pela faceta afetiva, creio que essa mudança também foi pra melhor, para ambas as partes… e estamos (novamente acho que falo pelos dois) mais felizes assim… hoje em dia, acho que estou começando a perceber quando é que as coisas vão “dar certo” nesse sentido (isso carece de explicações que não farei agora), mas acho que ainda preciso amadurecer o conceito, e talvez pra isso, eu ainda precise de umas conversas…

Pela faceta pessoal… acho que o reviver do blog foi uma decisão muito acertada… escrever em um blog, pra mim, é um momento de instrospecção e, citando Martha Medeiros, “a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada.” É onde a gente expõe o que raciocínios, idéias, experiências e deixa aí pra quem quiser saber…

Ainda pelo lado pessoal, acho que mudanças aconteceram como consequência do Você… ainda não sei dizer como as coisas mudaram… mas sei que a manutenção dessas mudanças depende da gente e é resultado de um esforço consciente e, falo por mim, deveria ser mais frequente… às vezes a gente esquece… mas uma frase que a gente passa a perceber, é: “Um covarde é incapaz de demonstrar amor; isso é privilégio dos corajosos.”

Intenções para o ano que vem? Hmmm… tenho algumas:
 – fazer uma leitura decente de “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”.
 – fazer uma leitura decente de “A Semente da Vitória”.
 – comprar uma moto – e tirar carta, obviamente.
 – conseguir completar uma volta no Taquaral (sem Arautos) em 25 minutos… isso dá uma média de mais ou menos 12km/h.
 – tirar algumas certificações em Teste de Software.
 – fazer o Diamond… isso depende do quanto eu achar que o Você tá sedimentado…

Bom, o balanço fica por aqui… qualquer coisa, gente, a gente vai complementando depois…

Peace! 1234 SEMPRE!

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