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Ok… ok… demorei pra escrever, né? Tem motivo… um vício… aliás, estou pra escrever sobre vícios… mas não agora… o post de hoje é relativamente curto… acho… hoje eu vim falar sobre a minha “Teoria da Relatividade dos Problemas”… 

Ok… no fundo, essa é a Teoria da Relatividade aplicada aos “problemas” da nossa vida… o conceito da Teoria  da Relatividade tá claro pra vocês já? Bom, caso não esteja, vou resumir bem grosseiramente: “tudo é relativo. Tudo depende do referencial.” 

Eu já tinha esse conceito em mente quando o que vou lhes dizer aconteceu, mas hoje, é isso o que eu uso como exemplo primário da “Teoria da Relatividade dos Problemas”: um dia, eu recebi a notícia de que um amigo meu tinha falecido por complicações de uma doença que ele tinha. Minutos depois de receber a notícia, minha namorada na época me ligou e disse, em tom choroso: “Ai, um passarinho fez cocô no parabrisa do meu carro.” 

Onde é que entra a relatividade aí? Bom, vamos entender a relatividade: “O princípio da relatividade foi surgindo ao longo da história da filosofia e da ciência como conseqüência da compreensão progressiva de que dois referenciais diferentes oferecem visões perfeitamente plausíveis, ainda que diferentes, de um mesmo efeito.” Um exemplo bem simples: o Maurício, ex-levantador da seleção brasileira de vôlei tem 1,88m de altura. Se comparado à altura média de jogadores de vôlei, o Maurício é baixinho. Se comparado à altura média da população, ele é alto. E o mais importante: quem está errado? Ninguém. 

A grande maioria das pessoas dirá que tem problemas. Só não digo todas pois sei que há exceções (só pra constar, eu não sou exceção). O problema de uns, pode não ser problema aos olhos de outros. Tem gente que tem uma vida tão “sem problemas” que qualquer probleminha vira um problemão. Quando a minha então namorada falou chorosamente do cocô do passarinho, que aliás, só pra constar, foi uma pu*a de uma diarreia aviária, eu respondi: “Um amigo meu morreu.” Não surpreendentemente, ela mudou totalmente o foco da conversa… o tom choroso sumiu na hora e ela ficou preocupada em como eu estava me sentindo… normal… aliás, vou abrir um parênteses: a morte é um excelente indicador de que temos uma vida totalmente ausente de problemas… ok, não vou generalizar, vou falar por mim e talvez alguns concordem… quando alguém que conhecemos morre, tudo aquilo que era tão prioritário fica de lado… às vezes perde o sentido… desmarcamos aquela reunião… faltamos ao trabalho… esquecemos dos “problemas”… às vezes, repensamos as nossas raivas recentes… putz, outro parênteses: e se essas raivas foram com a pessoa que se foi, dói cara… fecha parênteses… ééé… então, quando alguém sai da casa do Big Brother (só pra explicar esse post viajante do passado)… quando alguém morre, a nossa percepção muda… pena que normalmente é por pouco tempo… pena mesmo… fecha o outro parênteses… 

Alguns dos “problemas” que eu tenho visto recentemente são: “o pintor da minha casa (que acabaram de comprar) fez besteira”… “o IPVA do meu carro veio muito alto”… “essa fila (em restaurante) demora muito”… 

Gente, eu gostaria de propor um exercício como consequência da compreensão da Teoria da Relatividade dos Problemas, mas antes, que expor um ponto de vista meu: se alguma coisa te irrita, você não está de bem com a vida. Ponto. Podem argumentar o que quiserem, quando estamos realmente de bem com a vida, NADA irrita a gente. E o exercício que eu quero propor é justamente esse: sempre que passarmos por uma situação que nos irrita, que nos incomode, faça-se essa pergunta: “como uma pessoa de bem com a vida reagiria a isso?” 

O resultado desse exercício, que é constante, é interessante. Pode não ser fácil no começo… mas depois, com o tempo, você acaba mudando a sua maneira de lidar com certas situações… peço que, para quem tiver a oportunidade, que conversem pessoalmente comigo sobre isso depois… 

Sem mais delongas… fico por aqui pois está tarde… 

Abraço! 1234 SEMPRE!

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