>

Ligeira reflexão sobre “valor”…
Eu, em minha, como alguns dirão, já característica neutralidade (que eu argumento como sendo justo ao considerar pontos de vista de ambos os lados), venho expressar a minha opinião…
Essa semana, recebemos a notícia de que o presidente do Supremo Tribunal Federal defendeu a extinção da obrigatoriedade do diploma de para o exercício da profissão de jornalista.
O argumento de Mendes é que a profissão de jornalista não coloca em risco a coletividade. Ok, até aqui não tem como discordar, mas seria isso motivo suficiente?
Bom, quais as consequências disso? As consequências óbvias é que a competição aumenta. Com a profissão de jornalista não regulamentada, qualquer um pode atuar como tal, desde que tenha a oportunidade, claro. E quais as consequências iniciais disso? Creio que há jornalistas, formados, que já exercem a profissão, estão preocupados com o aumento da concorrência. Mas paremos pra pensar um pouco: quem são os novos concorrentes? Eu gostaria de não precisar responder essa pergunta, portanto, não o farei…
Outro ponto de vista: por que é que passamos pelo curso superior? Se alguém aqui já se formou e respondeu que é para pegar o diploma, o meu comentário é: “Pô, você poderia ter comprado/forjado um. Assim, você teria economizado dinheiro e muito tempo. Então, volto à questão: por que é que passamos pelo curso superior? Tenho certeza que a grande maioria dirá que não foi fácil. Paremos pra pensar novamente: passamos 4 (ou mais) anos fazendo coisas que não achamos fácil e que não agregaram em NADA? Se você se formou e respondeu que sim, o único motivo que você teria para ser contra a opinião de Gilmar Mendes é que você quer usar todo essa dificuldade pela qual você passou como filtro de pessoas que podem exercer a sua profissão… mas no fundo, se você respondeu que sim, você deveria estar comemorando…
Gente, quem acha que aprendeu na faculdade não deveria estar tão preocupado com a desregulamentação da profissão. A talvez única coisa que fizeram foi jogar um tubarão no seu tanque (se o link não estiver funcionando, me avisem que eu procuro outro), e no fundo, quem tem a ganhar com isso? Os “clientes” do Jornalismo.
Gente, a profissão de cozinheiro não é uma profissão regulamentada. Qualquer um pode excercê-la. Mas pergunto: se a comida é ruim, você voltaria naquele restaurante? O mau cozinheiro teria emprego por muito tempo? Se por acaso as pessoas tolerarem a comida ruim desse cozinheiro, você deixará a qualidade da sua comida cair? Agora, outra pergunta: alguém que sabe cozinhar MUITO bem deveria ser impedido de cozinhar por não ter passado pela faculdade de culinária?
Eu não vou entrar nos méritos da minha, não regulamentada, profissão de “computeiro” nesse post. Talvez eu deixe para um próximo…
Vou ficar por aqui pois começou o treino da Fórmula 1 e estou com fome… rs… se precisar, eu continuo esse raciocínio depois… o que eu quero deixar como recado é: percebam qual o valor que teve a sua faculdade. E, indo mais além, percebam quem foi o responsável pelo valor que ela teve.
1234 SEMPRE!

Advertisements