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Ok… voltando um pouco de leve para os assuntos filosóficos…

Hoje vi uma notícia que me intrigou um pouco… “Pais são condenados por rezar em vez de levar filha doente ao médico”.

Em primeiro lugar, creio que a religiosidade de pessoa não precisa ter limite, desde que não interferfira com o bem estar de outra pessoa. Se o pai é religioso, não tem problema… mas se a menina, de 11 anos, ficou doente, leve-a ao médico. No mínimo, pergunte a ela se ela quer ir ao médico, sem tentar induzir uma resposta. Pergunto-me se tal questionamento foi feito, mas creio que não. Nesse aspecto, concordo em bem pouco com a condenação do pai para tentar evitar que esse tipo de coisa volte a acontecer. Mas não 25 anos, né? Será que, em algum nível, caracterizado intenção de morte da menina? Bom, pode ser que as pessoas estejam assistindo mais “Law & Order” do que “Santa Missa no seu lar”, ou qualquer outro programa americano do tipo…

Ok… segundo ponto… fé… conceito delicadíssimo que eu sei que conflitará com o ponto de vista religioso de muita gente… já toquei nesse assunto aqui… mas essa coisa de “se Deus quiser” é muita falta de responsabilidade… teoricamente, poderíamos fazer QUALQUER coisa, e se QUALQUER coisa de ruim acontecer, “foi porque Deus quis”… também, não podemos ir para o outro extremo, que é achar que as coisas ruins que acontecem com a gente é fruto dos outros… ficar falando que o que acontece de errado com a gente é inveja, mau olhado, etc, também é falta de responsabilidade… afinal…

Ainda nesse segundo ponto, como vocês já deveriam saber, acredito que há muito mais coisas entre o céu e a terra do que a gente pode perceber… mas antes de continuar, parênteses, pergunto: qual a grande diferença que existe entre pessoas que optam por trilhar uma carreira acadêmica e quem opta pela carreira em empresas? O que eu vejo ser a grande diferença é a cobrança por resultados… nas universidades, se o sujeito está escrvendo papers e artigos, ele está produzindo… mas o que essas coisas trazem de resultado prático? Posso estar falando besteira, mas eu acho que é pouco… em empresas, as pessoas têm que pensar em mais coisas, que podem se resumir em viabilidade daquilo que estão propondo… fecha parênteses…

Gente, eis o ponto polêmico do post de hoje… buscar conselho com padres Católicos hoje em dia é tão útil quanto buscar conselhos com psicólogos… não estou dizendo que é inútil, não me entendam mal… muito pelo contrário, pode servir de conforto, esclarecer as ideias na cabeça do cidadão, servir de “desabafo”, receber conselhos, etc… mas, o que vejo que se pode esperar da fé é que se vá além compreensão… além da ciência… lembram dessas coisas entre o céu e a terra? Então… é nesse sentido…

Uma vez ouvi, e acho que faz sentido, que as doenças se manifestam primeiro no nosso perispírito… não havendo tratamento, a doença começa a se manifestar fisicamente… é nessa manifestação física que os sintomas aparecem, mas no fundo, já estávamos com a doença há mais tempo… eu creio estar entre os maiores defensores da solução do problema em vez do tratamento das consequências, mas, como toda regra, há exceções…

Pergunto:
Você mora em um prédio e quando acorda,  o alarme de incêndio tá tocando e a temperatura está BEM acima do normal. O que você faz?
a. Vai ver se você deixou algo no fogo?
b. Vai checar as tomadas dos seus eletrodomésticos?

Resposta: Nada! O prédio tá pegando fogo. Apagar o incêndio é mais prioritário do que determinar a causa…

O que eu quero dizer com isso? Alguém tá doente, trate a doença. Deixe para rezar depois que você levou o sujeito pro hospital.

Bom, segue o link da notícia, esse post demorou mais do que eu tinha inicialmente estimado, por isso, pararei por aqui e vou tentar fazer algo de útil.

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1251678-5602,00.html

1234 SEMPRE!

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