Hey… estou compartilhando com vocês um e-mail que eu mandei pra minha lista do pessoal e ex-pessoal do projeto BTC no Eldorado… normalmente os e-mails que são mandados lá são de política… inclusive o último que eu mandei… aí, eu resolvi mudar de assunto… segue o e-mail…


————————————————


Apesar de ter sido sobre política, posso dizer que gostei da repercussão que o último e-mail que eu mandei… e as respostas, em especial os comentários da Kelly, me incentivaram a escrever mais pra cá, só que, dessa vez, a intenção é mudar de assunto e talvez trazer algo que eu vejo ser mais útil pra todo mundo… não que isso signifique, necessariamente, um assunto menos polêmico… já sei que esse e-mail também não será curto… aliás, é esse o motivo de eu ter demorado tanto para mandá-lo…

Tem um livro que de um jeito ou de outro, normalmente está em destaque nas livrarias… eu vejo e ouço falarem desse livro há tempos, mas nunca dei bola pra ele… o Joaquim leu e recomendou mas ainda não foi suficiente pra eu começar… aí, quando a Adriane leu e gostou, eu pensei, why not?

O livro é bom… é uma leitura que eu recomendo… propagar tudo o que está escrito lá seria interessante, mas, vindo de mim, sei que muitas coisas não serão bem recebidas, então deixarei o autor fazer isso quando chegar o momento de cada um fazer essa leitura… mas de qualquer maneira, vou me atrever a apresentar um conceito bacana que eu vi lá…

O que ele explica nesse trecho que citarei não é novidade pra ninguém, mas ele conseguiu expressar esse sentimento que muitas vezes é possível vermos nas pessoas… e estarmos mais cientes daquilo que nos é intuitivo às vezes nos permite compreender melhor para, de repente, até resolver alguma situação de conflito que possa ser detectada no ambiente de trabalho…

O livro é “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”… e resumindo BEM grosseiramente, os 3 primeiros hábitos tratam da busca daquilo que o autor chama de “Vitória Particular”… e nos demais hábitos, daquilo que ele chama de “Vitória Pública”… em outras palavras, no primeiro momento, das relações intrapessoais (você com você mesmo) e no segundo momento, das relações interpessoais…

O raciocínio/passagem que eu achei interessante é referente ao 4° Hábito, o primeiro hábito das relações interpessoais… o “Pense Ganha/Ganha”… eu não quero entrar muito em detalhes por dois motivos: vai demorar pra escrever/ler, e o autor explica isso BEM melhor do que eu… então, vou resumir…

Considerando que, nas relações interpessoais, os resultados possíveis pra cada indivíduo é Ganha e Perde, em se tratando na relação de dois indivíduos, temos as seguintes possibilidades:
– Ganha/Ganha
– Ganha/Perde
– Perde/Ganha
– Perde/Perde

Olha, eu tentei resumir usando minhas palavras, mas ao reler o que escrevi, senti que ficou MUITO a desejar comparado às palavras do autor, então eu apaguei o que escrevi, e, pra ser eficiente, resolvi copiar trechos do que ele diz:

“Ganha/Ganha é um estado de espírito que busca constantemente o benefício mútuo em todas as interações humanas. Aqui, todas as partes de sentem bem e comprometidas com a decisão e o plano de ação. Aqui enxergamos a vida como uma cooperativa e não como uma competição. O sucesso de uma pessoa não é conquistado com o sacrifício ou a exclusão de outra.”

“Ganha/Perde adota a abordagem autoritária. As pessoas que seguem essa linha da raciocínio são propensas a usar a posição, poder, cargo ou sua personalidade para avançar. Muita gente foi criada dentro de uma mentalidade Ganha/Perde desde o nascimento.” – aqui, o autor coloca essa mentalidade como consequência da busca por aceitação dos pais (ou, no nosso caso em comum, do chefe), e continua – “Os valores dessas pessoas existem na comparação com outras pessoas.”

“Perde/Ganha leva o nome de capitulação – ceder ou desistir. Em estilo de liderança, permissividade ou indulgência. Perde/Ganha significa ser bonzinho, mesmo que os bonzinhos cheguem por último.” – e continua – “O problema é que pessoas do tipo Perde/Ganha ocultam/reprimem muitos sentimentos, e esses sentimentos, mais tarde, voltam com raiva e fúria desproporcional… reações extremadas à menor provocação.”

“Tanto Ganha/Perde quanto Perde/Ganha são posições de fraqueza, beseadas na insegurança pessoal. A curto prazo, Ganha/Perde produz mais resultados, porque se alimenta da força e do talento considerável das pessoas. Muitos profissionais oscilam de um lado para outro. Quando não conseguem suportar mais a confusão, a falta de estrutura, as expectativas e a disciplina, eles recorrem ao Ganha/Perde – até que a culpa abale sua postura, levando-os de volta para o Perde/Ganha.”

“Perde/Perde – quando duas pessoas Ganha/Perde se encontram, ou seja, quando dois indivíduos determinados, teimosos e egoístas interagem, o resultado é o Perde/Perde. Os dois perdem. Os dois tornam-se vingativos e querem a ‘revanche’ ou a ‘vingança’, cegos para o fato de que o assassinato é suicídio, e que a vingança é uma faca de dois gumes. Algumas pessoas tornam-se tão centradas no inimigo, tão obcecadas com o comportamento de outra pessoa, que ficam cegas para qualquer coisa que não seja o desejo de prejudicar o outro, mesmo que isso signifique prejuízo pra elas. Perde/Perde é a filosofia do conflito, a filosofia da guerra.”

“Qual a melhor opção? A resposta é: depende. Entretanto, você não vai querer criar uma situação do tipo Ganha/Perde em uma companhia ou um contexto onde necessite do máximo de cooperação das pessoas ou grupos, para atingir o máximo de sucesso.”

Um Ganha/Perde agora, é, no médio/longo prazo, um Perde/Perde. Com um Perde/Ganha frequente, talvez o “perdedor” não fique muito ansioso para agradá-lo no futuro, o que também pode nos levar a um Perde/Perde.

Gente, pode parecer loucura, mas o que eu escrevi até agora ainda não é exatamente o ponto que me motivou a escrever esse e-mail… é a condução do raciocínio até o ponto onde ele explica os conceitos de “Mentalidade da Escassez”… que é o que eu copio agora:
“Muitas pessoas vivem segundo o roteiro daquilo que chamo Mentalidade da Escassez. Elas encaram a vida como uma fonte limitada, como se só houvesse uma torta disponível. E se alguém pegar um pedaço grande da torta, todos os outros comerão menos. A Mentalidade da Escassez é o paradigma da contagem regressiva na vida.
Pessoas com Mentalidade da Escassez encontram muitas dificuldades em obter reconhecimento, crédito, poder ou lucro – mesmo em relação àqueles que as auxiliam na produção. Elas também têm dificuldade para sentir prazer genuíno com o sucesso de outras pessoas – até mesmo ou especialmente, os membros sua família, amigos íntimos e colegas. Parece que algo lhes é subtraído quando alguém recebe o reconhecimento e os frutos do trabalho ou atinge um sucesso ou uma meta notável.
Apesar de verbalmente expressarem contentamento pelo sucesso alheio, no íntimo morrem de inveja. Seu senso de valor deriva da comparação, e o sucesso dos outros, de certo modo, implica em seu fracasso. Apenas alguns podem ser alunos classe ‘A’. Apenas um pode chegar em primeiro lugar. ‘Ganhar’ significa apenas ‘derrotar’.
Frequentemente as pessoas com Mentalidade de Escassez abrigam esperanças secretas de que os outros sofram infortúnios – não infortúnios terríveis, mas infortúnios aceitáveis, que os mantenham em seu ‘devido lugar’. Elas estão sempre comparando, sempre competindo. Elas dedicam suas energias a possuir coisas, ou outras pessoas, de forma a aumentar sua noção de valor próprio.
Elas querem que os outros sejam da maneira que estipulam. Com frequência, procuram clones, e se cercam de ‘vacas de presépio’, pessoas que não as desafiam, mais fracas do que elas.
Quem tem uma Mentalidade de Escassez encontra muitas dificuldade em participar de uma equipe que se complementa. Elas consideram a diferença como sinal de insubordinação e deslealdade.”

Gente, ficou longo, eu sei… sorry… mas, promovamos uma discussão em torno disso…

Forte abraço! Fui!

 

Advertisements