Hoje o assunto é evolução… e, estranhamente, para começar o raciocínio, começo pelo seguinte: para os que não sabem, estou sem comer carne (incluindo frango) há um tempo… e, antes, devido ao hábito de comer carne, eu voluntariamente optei por não assistir dois documentários que fazem crítica a esse hábito… são eles: “A Carne é Fraca” e “Earthlings”…

Os 2 documentários são recomendações que faço… mas não insistirei para que assistam… é melhor saberem que eles existem e que deixem para assistí-los quando estiverem mais receptivos…

Ambos tratam de mostrar quais as consequências do consumo de produtos de origem animal… e o filme “Earthlings” em particular, termina com uma reflexão interessante… que me fez refletir sobre evolução…

Abre parênteses, o filme começa falando pela definição de “terráqueos” (tradução do título “Earthlings”)… e em uma pequena e insignificante pesquisa que eu fiz entre conhecidos, fiz a pergunta: “O que é um terráqueo?”… em 100% dos casos, responderam “um homem/ser humano”… gente, animais e plantas entram nessa, viu? Fecha parênteses…

Sobre o filme, ficou claro pra mim que o respeito aos animais é um sinal de evolução… aliás, a reflexão que fiz em cima disso é que uma parcela do que considero como evolução da humanidade vem do respeito, aceitação e/ou tolerância para com o outro… e isso acontece em diversos níveis…

A história recente nos dá exemplos de desrespeito, não-aceitação e/ou intolerância para com pessoas da “raças” diferentes…  em especial para com os negros… eu acredito que ainda chegaremos ao ponto onde acharemos que esse comportamento é tão risível ou lamentável quanto acharmos que a Terra era quadrada… hoje, é difícil achar que esse dia chegará, não?

Temos exemplos de desrespeito, não-aceitação e/ou intolerância para com as mulheres… acredito que ainda chegaremos ao ponto onde acharemos que esse comportamento é igualmente risível ou lamentável quanto o exemplo acima…

Hoje, há quem ache natural os animais nos servirem de alimento… acredito que ainda chegaremos ao ponto onde acharemos que esse comportamento é risível… lamentável já é…

As piadas e argumentações que fazemos hoje, são as mesmas que fizemos no passado… o que muda é o contexto… hoje conseguimos compreender e, em alguns casos, até rir dos absurdos em que acreditávamos no passado…

A evolução é lenta, contínua e desigual, mas existe… pessoas morreram sem mudar de opinião… e talvez muitos de vocês que estão lendo isso também morrerão sem mudar de opinião… mas pouco a pouco as coisas foram, e estão, acontecendo… ainda há vestígios de intolerância para com negros… com as mulheres… com os menos inteligentes… com os animais… mas a gente chega lá…

Em uma dessas discussões, levantou-se a questão: “um índio é menos evoluído que nós?”

Respondo: a avaliação do “nível de evolução”, no fundo, pouco importa… o que importa é saber como lidar com o indivíduo no estágio em que ele estiver… o que, discutivelmente, exigirá um grau de evolução maior…

A evolução tem 2 vertentes… elas não são concorrentes… elas se complementam… apesar de não necessariamente mensuráveis, existir desequilíbrio entre as duas nos deixa mancos… essas vertentes são: intelectual e moral…

A evolução moral é uma coisa mais atemporal e que eu arriscaria dizer que se encaixa em qualquer contexto… a avaliação dela se dá pela compreensão da intenção e das consequências do que fazemos…

Uma avaliação da evolução intelectual depende de contexto… saber caçar, saber nadar, saber se defender, saber ler ou saber programar em Java é o que vai “garantir” a sobrevivência (sua e das pessoas do seu convívio) dependendo da situação…

Uma representação visual que arrisco evidenciar, tentando não deixar as coisas caírem pro lado religioso, é:

Evolução Moral

 

 

 

 

 

 

 

O raciocínio poderia continuar… mas acredito que o recado está suficiente exposto…

Acredito que em passos lentos, estamos todos evoluindo… todos os dias… pouco a pouco… o resultado aparece com o tempo, e o imediatismo é só uma ferramenta para a frustração…

Evolução e avanço tecnológico são outros 500… e a energia pra querer entrar em detalhes acabou… rs… mas não foi nesse contexto que eu enxerguei a pergunta do índio que foi feita…

Fico por aqui!

PS. Para quem quiser, o documentário “Earthlings” pode ser visto aqui… é 1h35m de filme…

 

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