Category: filosofia


Um “não” aos adjetivos…

Elogios… críticas… ou feedback…

Antes de mais nada, um parênteses: gosto quando vejo as coisas que eu “prego” sendo ditas por pessoas famosas ou pesquisas… enquanto eu não for famoso ou ter uma base científica/intelectual “incondicionalmente” aceita, fica mais fácil eu defender os meus pontos de vista apontando citações/pesquisas dos outros… fecha parênteses…

Recentemente, vi uma matéria que recebeu vários “likes” e “shares” no Facebook/Twitter… e o título dessa matéria é: “O que acontece quando você fica elogiando a inteligência de uma criança”… obviamente, uma leitura válida, leiam lá depois… não recomendo que leiam agora pois a maioria das pessoas reclama do tamanho dos meus posts, e como suponho que esse post será longo, é bom eu sugerir que leiam o texto aqui antes de lerem o texto lá… depois eu coloco o link para a matéria… combinado? Então continuemos…

Einstein disse: “Tudo é relativo”… com isso em mente, eu gostaria de enfatizar: “todo adjetivo também é relativo”… ou seja, para que um adjetivo tenha sentido, é bom que ele tenha um contexto… e esse contexto normalmente está implícito para a realidade de cada um (ou de cada grupo). Sempre que dizemos que algo/alguém é bom, alto, interessante, inteligente, bonito, caro, culto etc, estamos sempre comparando com algo/alguém/tudo/a média dentro desse contexto… e embora isso possa ser suficiente para alguns (ou a maioria), eu considero como uma simplificação que pode não agregar… ou pior, explicitar a comparação… e vamos tratar um caso de cada vez…

Primeiro o “não agregar”… vamos imaginar que há duas situações:

  1. A mãe diz para o seu filho: “Você é preguiçoso!” ou “Você é inteligente!”
  2. A mãe diz para o seu filho: “Eu gostaria que você arrumasse a sua cama, guardasse os seus brinquedos, e fizesse a sua lição de casa.” ou “Eu gostei do seu esforço e da nota que você tirou em matemática.”
Em qual dos casos o recado da mãe provavelmente será mais produtivo?

No primeiro caso, é possível que a criança não saiba o que fazer com a informação. É perigoso que a pessoa se conforme com o rótulo negativo a ponto de achar que não consegue mudá-lo… ou que tenha o rótulo positivo como uma característica e que não se esforce para mantê-lo…  as duas coisas são ruins… o ponto de vista da matéria que gerou esse post também é interessante: em resumo bem grosseiro, ele diz que a criança tentará se manter dentro da sua zona de conforto… o que também pode não ser bom. Já o segundo caso, onde somos mais específicos, você chama/resgata a atenção para aquilo que o filho fez e/ou deixou de fazer…

Segundo, o “comparar”… por que comparar pode não ser bom? Pois nem todos (me incluo) sabem como lidar com comparações… Dalai Lama diz: “Pare de se comparar com os outros, porque você vai se achar melhor ou pior. E as duas coisas são ruins.” Acreditarmos ser pior que alguém pode ser um golpe fatal para a nossa motivação… acreditarmos ser melhor pode ser um subsídio para a nossa arrogância…

Bom, eu estava falando de um contexto não profissional pois a matéria é de contexto não profissional… mas o mesmo vale para o mundo corporativo… Madonna uma vez disse: “Deixar claro o que você quer é normalmente o primeiro passo para se conseguir o que quer.”… isso vale para as coisas que você quer que continuem fazendo e também para as coisas que você quer que parem de fazer…

Stop!Onde eu quero chegar com isso? Quero chegar em: não deem (e se possível, não aceitem) feedbacks recheados de adjetivos… é provável que eles não sejam tão construtivos quanto gostaríamos… já adianto, fazer isso exige mais do que simplificar tudo com alguns poucos adjetivos para compensar pela falta de contexto ou critério do trabalho (seu ou de outrem) que está sendo qualificado…

Perdi a linha de raciocínio por conta das mensagens “Saturday night”… e sei que se eu deixasse para concluir o raciocínio depois, provavelmente eu não postaria… então deixo as coisas como estão e qualquer coisa, eu complemento depois… =)

Conforme o combinado,  segue o link: http://www.updateordie.com/2012/04/17/o-que-acontece-quando-voce-fica-elogiando-a-inteligencia-de-uma-crianca/

#peace

O Princípio do Cobertor

Eu tava com vontade de escrever… mas, para não precisar escrever um texto gigantesco do zero… resolvi vasculhar os zilhões de posts inacabados que tenho aqui…

Esse post foi escrito em 26 de Maio de 2010, quase dois anos atrás… não sei porque eu não o publiquei na ocasião… então agora, deixo ele exatamente como está, pois não lembro o que mais eu tinha a dizer sobre isso…

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Yow…

Talvez a maioria aqui não saiba, mas normalmente é assim que eu começo minhas conversas via MSN/Skype… com homens, na verdade… com mulheres normalmente é “Oe!”… das outras vezes é um “Hey…”

Bom, faz um tempo que estou com esse post/assunto engasgado na cabeça/garganta para dizer para as pessoas, mas vem a questão do tempo que eu sei que levarei pra escrever tudo e sempre acabo deixando pra escrever depois…

O assunto de hoje está indiretamente relacionado ao Hábito 1: “Seja proativo”… vocês se lembram do conceito de proatividade retratado no livro, né? Se não, recomendo a (re)leitura do livro ou dos meus posts sobre o assunto (aqui e aqui)… mas resumindo bem grosseiramente, o que o Hábito 1 diz é “seja responsável”… ou melhor, “sabia que você é responsável pelo que acontece na sua vida”, tudo o que você fez até aqui, mesmo que você não queira admitir, provavelmente foi uma escolha, ou consequência de uma escolha sua…

Entender o que está no parágrafo anterior vai ajudar a entender o “Princípio do Cobertor”… e para continuar, vou supor que todos leram e entenderam, ok?

Gente, tem pessoa que adora responsabilizar os outros por causa de sua infelicidade, frustração, injustiça… é mais fácil procurarmos a culpa “lá fora” do que olharmos pra dentro… não conseguimos lidar com o fato de que a culpa é nossa… e, reciprocamente, se tudo o que acontece na nossa vida é escolha… a resolução dos nossos problemas também o é… e é nesse aspecto que eu apresento o “Princípio do Cobertor”…

Em noites frias, para dormir, o que é que normalmente fazemos? Acredito que normalmente a gente se cubra com um cobertor… mas pergunto: o cobertor nos esquenta? Muito provavelmente quando você pega o cobertor no armário, ele não está quente… um cobertor, como qualquer outro objeto desprovido de energia (elétrica, térmica etc.) não esquenta ninguém… o que o cobertor faz é impedir que o seu “calor humano” se dissipe… impedir que o seu calor se “perca”… em outras palavras, quando está frio, quem é que te esquenta? Resposta: é você… o cobertor só te dá condições para que isso aconteça…

Qual o recado por trás disso? Gente, é só você que consegue resolver os seus problemas… às vezes é bom ter alguma coisa (ou alguém) que nos dê condições para que você se ajude, mas não se engane, no final das contas, a responsabilidade é sua…

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É… provavelmente após ter escrito isso eu quis fechar o raciocínio de alguma maneira… mas agora eu não lembro mais o que eu queria dizer, deixo as coisas “jogadas” aqui… se eu lembrar o que eu quis dizer, eu complemento o raciocínio depois… fora isso, vou tentar resgatar outras coisas que deixei pelo caminho…

Fico por aqui… peace!

Mudança…

Depois de tanto tempo… eu acho que não deveria escrever um post revoltado… mas se eu for respeitar isso, sabe-se lá quando é que eu voltarei a escrever… so, here we go…

“A verdade está lá fora”… é assim que começam os episódios de Arquivo X… independente do contexto em que essa frase é dita… isso é algo em que acredito… ninguém é dono da verdade… mas ela está lá (ou aí) para quem ousar tentar descobrí-la… então, qual é o problema?

O problema é que NINGUÉM quer fazer NADA!

Gente, quando pessoas, de muitos lugares, de muitas maneiras diferentes, de épocas diferentes, começam a falar a mesma coisa, é o universo e/ou a verdade GRITANDO para ser ouvida! Por que é que a gente não escuta?

Tem um camarada chamado Denis Waitley que diz: “There are two primary choices in life: to accept conditions as they exist, or accept the responsibility for changing them.”

É MUITO comum você ver gente reclamando de coisas… principalmente no trabalho, mas vemos isso em vários lugares… e a pergunta que fica é: o que você prefere? Continuar reclamando? Ou aceitar a responsabilidade pela mudança? Responder essa pergunta ao lê-la aqui é fácil… na prática, as pessoas inventam desculpas pra não ser o agente da mudança e continuam reclamando… life is too short pra isso…

Segue o trecho do livro “O Óbvio” do camarada James Dale onde ele fala sobre trabalho:

“Trabalhar significa, literalmente, esforçar-se. Trabalhar é algo duro. É exigente, frustrante, estressante, complicado, desafiador, exaustivo. Implica levantamento de muito peso, tanto para o corpo quanto para a mente. Não é de estranhar que tantas pessoas não gostem de trabalhar, ou preferem racionalizar por que não podem ou não querem trabalhar.”

Nessa minha fase mais empreendedora, poucas são as pessoas que eu ouço dizerem taxativamente que não querem empreender… pra ser sincero, só uma pessoa me disse isso e se ela ler isso (acho que ela não sabe da existência desse blog) ela vai saber quem é… TODAS as outras têm uma desculpa… plausíveis ou não, sempre há uma desculpa… ou é a situação financeira… ou a falta de conhecimento… ou assumidamente o medo do fracasso… a gente ouve de tudo… eu arriscaria dizer que alguns realmente não querem, mas acham que existe demérito em admitir que querem ser empregados pro resto da vida (até aposentarem) e por isso não dizem o que realmente sentem…

Hoje eu ouvi um trecho de uma música do Gabriel o Pensador que eu achei que encaixou MUITO BEM para quem quer empreender… aí eu achei a letra e prestei mais atenção… descartando alguns trechos “políticos” e/ou de revolta contra o sistema, o que eu filtrei é:

“Não adianta olhar pro céu, com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito pra fazer
Você pode, você deve, pode crer

Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente

Na mudança de atitude não há mal que não se mude
Nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro

Até quando você vai levando porrada!
Até quando vai ficar sem fazer nada?”

E a música é essa:

Querem outro vídeo que, entre outras coisas, passa o mesmo recado?

“The people who are crazy enough to change the world, are the ones who do.”


Vocês reconhecem a voz do narrador?

Pra quem fez o Você: “O mundo muda quando você muda.”

O camarada Gandhi disse: “Be the change you want to see in the world.”

TÁ TODO MUNDO DIZENDO A MESMA COISA!

E se você acha que há pessoas excepcionais no mundo, cito uma frase que até segunda ordem é de autoria de um professor de música que eu tive (e que alguns de vocês já devem ter lido por aqui): “Não há grandes feitos… o que existe é uma média preguiçosa… e não existe orgulho algum em estar acima dela.”

Se você acha que há pessoas excepcionais no mundo, acho que não preciso dizer se você está acima ou abaixo dessa média preguiçosa, né? “Tudo na vida tem um preço”… os excepcionais pagaram antes… os demais, pagaram/pagam/pagarão depois… o preço a gente sempre paga…

Para os notáveis, houve sorte? Se você acredita na sorte, você, para manter a coerência, deve acreditar no azar (ou falta de sorte)… essa conversa toda de sorte é um post a parte, mas fica como exercício refletirem sobre isso… peguem alguém, preferencialmente próximo, que vocês consideram bem sucedido e se perguntem: ele teve sorte? Agora façam o contrário: peguem alguém que vocês acham que é um loser e façam a mesma pergunta: ela teve azar? Eu arriscaria dizer que vocês não responderão “sim” para os dois casos…

Para alguns, ter sorte é estar no lugar certo na hora certa… o raciocínio é válido… mas a analogia que eu prefiro fazer sobre “lugar certo” é “estar preparado… ter o conhecimento… ter as condições satisfeitas…” e, com essa analogia em mente, vi um tweet que casou muito bem com o raciocínio… que, para essa frase de “estar no lugar certo na hora certa”, o tweet diz: “Para estar no lugar certo na hora certa, primeiro, chegue no lugar certo, e depois, espere a hora certa chegar.” Casando esse raciocínio com a minha analogia de “lugar certo” = “estar preparado”, você acredita que houve sorte na vida das pessoas bem sucedidas?

Gente, até quando você vai ficar sem fazer nada? Life is too short… o tempo passa… o tempo passará one way or another…

Resolvi “me jogar” em Fevereiro, faz 8 meses… em uma conversa recente que eu tive com pessoas do meu último emprego, vi que a situação na empresa é a mesma… as reclamações eram as mesmas há quase 2 anos, quando eu ainda estava lá… elas são as mesmas hoje, 8 meses após eu ter saído… e se elas continuarem lá, provavelmente as reclamações serão as mesmas daqui a 2 anos… o que quero dizer é: pra quem não muda, NADA muda… o tempo parece que pára…

O que eu ganho dizendo/escrevendo essas coisas pra vocês? Bom, nos meus estudos do Espiritismo, algo que eu ouvi e que achei tem sentido é: Jesus, muitas vezes, pregava em forma de parábolas… por que? Parábolas são histórias… e histórias sobrevivem melhor ao tempo do que lições prontas… e a lição e/ou moral da história vem com o discernimento que cada um tem para reconhecê-la e isso tende a vir na hora certa… quando eu era menor, por ter estudado em colégio Católico, em uma das aulas de religião escutamos a parábola do semeador… naquela época, e nas explicações mais frequentes que vemos até hoje, o foco está no lado da terra e/ou em que “tipo de terra” nós somos… mas existe uma mensagem “implícita” nessa parábola, que é: o semeador não deixou de semear independente das condições das terras pelas quais ele passou…

Espero que eu tenha compensado a minha ausência com esse post… eu gostaria de poder dizer que voltarei a escrever com mais frequência… mas é mais prudente dizer que tudo depende… =)

Só relembrando, “a verdade está lá fora”… e ela está GRITANDO para ser ouvida…

Evolution…

Hoje o assunto é evolução… e, estranhamente, para começar o raciocínio, começo pelo seguinte: para os que não sabem, estou sem comer carne (incluindo frango) há um tempo… e, antes, devido ao hábito de comer carne, eu voluntariamente optei por não assistir dois documentários que fazem crítica a esse hábito… são eles: “A Carne é Fraca” e “Earthlings”…

Os 2 documentários são recomendações que faço… mas não insistirei para que assistam… é melhor saberem que eles existem e que deixem para assistí-los quando estiverem mais receptivos…

Ambos tratam de mostrar quais as consequências do consumo de produtos de origem animal… e o filme “Earthlings” em particular, termina com uma reflexão interessante… que me fez refletir sobre evolução…

Abre parênteses, o filme começa falando pela definição de “terráqueos” (tradução do título “Earthlings”)… e em uma pequena e insignificante pesquisa que eu fiz entre conhecidos, fiz a pergunta: “O que é um terráqueo?”… em 100% dos casos, responderam “um homem/ser humano”… gente, animais e plantas entram nessa, viu? Fecha parênteses…

Sobre o filme, ficou claro pra mim que o respeito aos animais é um sinal de evolução… aliás, a reflexão que fiz em cima disso é que uma parcela do que considero como evolução da humanidade vem do respeito, aceitação e/ou tolerância para com o outro… e isso acontece em diversos níveis…

A história recente nos dá exemplos de desrespeito, não-aceitação e/ou intolerância para com pessoas da “raças” diferentes…  em especial para com os negros… eu acredito que ainda chegaremos ao ponto onde acharemos que esse comportamento é tão risível ou lamentável quanto acharmos que a Terra era quadrada… hoje, é difícil achar que esse dia chegará, não?

Temos exemplos de desrespeito, não-aceitação e/ou intolerância para com as mulheres… acredito que ainda chegaremos ao ponto onde acharemos que esse comportamento é igualmente risível ou lamentável quanto o exemplo acima…

Hoje, há quem ache natural os animais nos servirem de alimento… acredito que ainda chegaremos ao ponto onde acharemos que esse comportamento é risível… lamentável já é…

As piadas e argumentações que fazemos hoje, são as mesmas que fizemos no passado… o que muda é o contexto… hoje conseguimos compreender e, em alguns casos, até rir dos absurdos em que acreditávamos no passado…

A evolução é lenta, contínua e desigual, mas existe… pessoas morreram sem mudar de opinião… e talvez muitos de vocês que estão lendo isso também morrerão sem mudar de opinião… mas pouco a pouco as coisas foram, e estão, acontecendo… ainda há vestígios de intolerância para com negros… com as mulheres… com os menos inteligentes… com os animais… mas a gente chega lá…

Em uma dessas discussões, levantou-se a questão: “um índio é menos evoluído que nós?”

Respondo: a avaliação do “nível de evolução”, no fundo, pouco importa… o que importa é saber como lidar com o indivíduo no estágio em que ele estiver… o que, discutivelmente, exigirá um grau de evolução maior…

A evolução tem 2 vertentes… elas não são concorrentes… elas se complementam… apesar de não necessariamente mensuráveis, existir desequilíbrio entre as duas nos deixa mancos… essas vertentes são: intelectual e moral…

A evolução moral é uma coisa mais atemporal e que eu arriscaria dizer que se encaixa em qualquer contexto… a avaliação dela se dá pela compreensão da intenção e das consequências do que fazemos…

Uma avaliação da evolução intelectual depende de contexto… saber caçar, saber nadar, saber se defender, saber ler ou saber programar em Java é o que vai “garantir” a sobrevivência (sua e das pessoas do seu convívio) dependendo da situação…

Uma representação visual que arrisco evidenciar, tentando não deixar as coisas caírem pro lado religioso, é:

Evolução Moral

 

 

 

 

 

 

 

O raciocínio poderia continuar… mas acredito que o recado está suficiente exposto…

Acredito que em passos lentos, estamos todos evoluindo… todos os dias… pouco a pouco… o resultado aparece com o tempo, e o imediatismo é só uma ferramenta para a frustração…

Evolução e avanço tecnológico são outros 500… e a energia pra querer entrar em detalhes acabou… rs… mas não foi nesse contexto que eu enxerguei a pergunta do índio que foi feita…

Fico por aqui!

PS. Para quem quiser, o documentário “Earthlings” pode ser visto aqui… é 1h35m de filme…

 

What’s going on with Music?

All, antes de começar a leitura desse post, vejam a matéria original aqui, ou então procurem uma versão em Português aqui.

Sobre isso, me perguntaram por e-mail: de que lado ficaremos?

Concordo plenamente com o Bon Jovi no que ele diz… mas o Steve Jobs não tem nada com isso… a mesma coisa aconteceu aqui no Brasil onde eu arriscaria dizer que menos de 1% da população “digitalmente inclusa” baixa/compra músicas pelo iTunes.

O Jobs só está sendo responsabilizado pelo Bon Jovi pois no EUA download gratuito de mp3 é crime de verdade e o iTunes é um dos meios que centralizaram o comércio… mas se eu tivesse que culpar alguém, eu culparia o Napster, que começou com isso em 99… o iTunes surgiu em 01 no Mac, e em 03 para Windows.

Não acho que seja questão de culpar… os tempos mudaram, o paradigma mudou… paremos pra pensar um pouco… na década de 80 e início da década de 90, quantas horas as pessoas passavam na frente do computador? Qual era o passatempo das pessoas naquela época?

Se pararmos pra pensar novamente, a indústria musical não morreu… ela se adaptou justamente pra não morrer… o que morreu, na minha opinião, foi a “magia” que antes existia… chegou a ser um passatempo meu comprar um CD, sentar no chão ao lado do som e ouvir muitas músicas pela 1a vez pois não havia outros meios para ouvir as que não tocavam nos rádios… olhando para o encarte e vendo a letra, pois, sem internet, a única fonte da letra correta era o encarte.

Se tivermos que culpar alguém pela morte dessa magia, da qual eu concordo que faz falta, devemos culpar o YouTube, rádios online, iTunes, Napster, Morpheus, KaZaA, Limewire, 4shared e torrents.

Qual a consequência da morte dessa magia? Eu arriscaria dizer que muitos não pereceberam ou discordarão… mas hoje a crença é de que não se faz mais música de qualidade… nunca mais teremos uma “Smoke on the Water”, “Bohemian Rhapsody” ou uma “Stairway to Heaven”…

Hoje a música é banalizada pela disponibilidade anytime, anywhere… ouvir a sua música “favorita do momento” é muito fácil… antes era uma questão de sorte/paciência para ouví-la na rádio ou dinheiro para comprar o LP/CD… as pessoas “enjoam” muito fácil… aliás, isso vale pra qualquer coisa: “alta disponibilidade/oferta banaliza, a raridade valoriza”… “easy comes, easy goes”… outra coisa que desacredita a música é que a tecnologia se tornou um facilitador para que “qualquer um” apareça com “música” por aí.

Pensando pelo meu lado, há músicas que eu gosto bastante hoje em dia… daquelas que eu ouço em loop infinito durante dias, percebendo cada detalhe, tentando enxergar cada intenção tanto na melodia, quanto no tom de voz, quanto na letra… mas reconheço que, se eu tiver que citar os grandes sucessos musicais da história da música, pouco provavelmente citarei algo que surgiu no século 21… isso é um “fenômeno” psicológico que foge a minha compreensão.

Mas vamos falar da indústria, que foi o que estava sendo debatido. Eu, novamente, não culparia o Jobs pela morte da indústria. Pensando pelo lado dos clientes, que é o que se aplica, o que se encontrou foi um jeito de fazer “mais com menos”. Pra que comprar um CD “inteiro” só por causa de algumas músicas? Por outro lado, por que pagar pela música que se quer, se podemos ouví-la for free no YouTube ou outras rádios online (não vou mencionar baixá-la ilicitamente, ops! Sorry.)? Eu vejo que o que aconteceu é o caminho natural das coisas. Exagerando um pouco, se a indústria da música fizesse uso apropriado dos conceitos de CRM, ela mesmo teria encontrado uma maneira de fazer as coisas chegarem onde chegaram, só que sem perder com isso.

Vejam 2 gráficos discutivelmente contraditórios que encontrei sobre o assunto:

Vejam o que aconteceu com a MTV… não sei se vocês se lembram, mas in the 80’s, era praticamente só clip… com o surgimento do YouTube, ela teve que se reinventar pra não morrer… não estou dizendo que o Marcos Mion fez/faz um bom trabalho lá, eu não assisto MTV (aliás, vi agora que ele está na RedeTV)… mas tipo, pra que ficar esperando o seu clip da “favorita do momento” passar, aguentando comerciais quando você pode ir no YouTube e assistir imediatamente e quantas vezes quiser?

Mas respondendo, de que lado fico? Continuo ficando dos dois… o Bon Jovi tá certo em dizer que a magia morreu (e não necessariamente a indústria)… podemos dizer que o Jobs regularizou a indústria dançando conforme a música que o próprio público cantou, mas até isso está mudando. Ele deu a opção que antes não existia, e as pessoas optaram.

Indo um pouco mais além, e começando a viajar, música é o uso de um dos nossos 5 sentidos, que é a audição… e isso aconteceu com ela. Se pararmos pra pensar em outro sentido, a visão, é natural que pensemos que as coisas tenham o mesmo destino… ou seja, o que aconteceu com os CDs, vai acontecer com livros, revistas e jornais de papel… it’s just a matter of time… e com um pouco de sorte, o Jobs estará vivo pra ser responsabilizado também.

Pra não falar que a visão é apenas alimentada por leitura, como citei, existe a televisão. E novamente acho natural que as coisas comecem a tomar o mesmo rumo. Isso não aconteceu antes pois até bem pouco tempo atrás, o conteúdo exibido na TV vinha dos canais e DVDs. A integração TV-internet demorou pra acontecer… e hoje tem TV que exibe arquivos diretamente de um HD externo. Existe algum fundamento para acreditarmos que a indústria de filmes/seriados não passará pela mesma coisa que passou a indústria da música?

Só pra constar, eu tenho um casal de amigos que recentemente cancelou a TV por assinatura e assiste todo o conteúdo via internet e HD externo. Eles foram os primeiros de que fiquei sabendo, e não deve demorar para que eu saiba de outros.

Bom, o que era pra ter sido uma simples resposta a e-mail, virou isso… é por isso que eu concordo quando me dizem que piscianos não conseguem responder uma simples pergunta com um simples “sim/não”.

Peace! Fui!

Bastidores…

Ainda tenho intenção de compartilhar minhas aventuras (pra não dizer desventuras) nessa nova fase… mas, como resumo, eu optei por sair do meu emprego por conta de duas oportunidades nas quais eu apostei… nenhuma das duas deu certo e é o aprendizado que ficou que eu quero compartilhar com vocês… mas isso vai acontecer em outro momento…

É possível que algumas pessoas na minha condição já teriam optado por voltar ao mercado, afinal, se os planos falharam, o que ficou em vista? Na prática, nada… em teoria, o aprendizado… o que já existia e continua existindo, aliás, até aumentou com tudo isso, é a vontade de empreender…

O que eu quero compartilhar com vocês hoje é um ponto de vista que estou percebendo que muita gente não enxerga… essa minha vontade de compartilhar isso com vocês veio de uma pergunta que me fizeram outro dia… vou usar um exemplo que não é o meu caso, mas vai dar pra entender… o diálogo foi mais ou menos assim:

– E aí? O que você vai fazer?

– Eu vou abrir um restaurante.

– Ah! E você vai cozinhar?

– Não.

– Uai… o que você vai fazer então?

– Todo o resto.

A minha interlocutora ficou olhando pra mim com cara de “ué?”… e depois a conversa foi para outros assuntos…

Tem uma frase que está sendo dita com cada vez mais frequência, que é: “conhecimento técnico é o meio, o importante é ter visão de negócio”… essa frase faz sentido pra vocês? Bom, vamos pensar um pouco sobre o exemplo que eu dei: qual o conhecimento técnico essencial para um restaurante? Acredito que haverá consenso de que esse conhecimento seja cozinhar. Agora vamos imaginar as seguintes situações:

Restaurante 1: só há cozinheiros…

Restaurante 2: há cozinheiros, garçons, gente pra gestão financeira, gente pra elaboração de cardápio, gente para gerir o feedback dos clientes, gente pra pensar em promoções, gente pra cuidar das compras (negociando com e selecionando os fornecedores), gente pra gerir o estoque,  gente para treinar o atendimento, gente para pensar em bebidas e gente pra pensar no site do restaurante (por exemplo)…

Partindo do princípio que ambos os restaurantes têm intenção de crescer, empregar gente e maximizar o lucro absoluto… qual desses terá maior chance de ser bem sucedido?

Pode haver margem pra discussão, mas imagino que um restaurante só com cozinheiros não vai sobreviver a não ser que o cozinheiros façam alguma coisa além de cozinhar… cozinhar, sim, é muito importante e a base para todo o resto… meio creio que haverá consenso de que nem só de cozinhar se faz um restaurante… alguém discorda disso? Reparem que eu, até agora, falei cozinheiro… e em restaurante, existe o chef… dêem uma olhada aqui pra ver qual a diferença…

Como vocês já devem ter lido aqui, quero crer, às vezes a gente consegue extrair lições/exemplos dos lugares mais inusitados… e se a arte imita a vida (e/ou vice-versa), um exemplo recente que posso citar para a falta de gestão acontece no filme da Bruna Surfistinha (vamos supor que a história é 100% verídica)… não vou entrar em detalhes aqui pois como o filme é recente, o que eu escreveria pode ser um spoiler… pra quem assistiu e quiser entrar no assunto, estamos aí…

Então, o recado de hoje é: não é só o conhecimento técnico que vai garantir a sustentabilidade… muita coisa rola nos bastidores…

Fico por aqui… aliás, que horário pra escrever, né? Só pra constar, pode haver quem discorde, mas eu considero escrever sobre esses assuntos como trabalho… talvez isso seja assunto de outro post… mas fica pra outro dia (ou madrugada)…

Same team!

Peço licença para os demais para escrever um post longo e integralmente voltado ao trabalho… um tweet de ontem foi o gatilho pra esse post… e talvez a analogia possa ser utilizada em outras áreas, mas isso é com vocês…

Para os que não sabem… tecnicamente, o que melhor define o meu trabalho, pelo menos até o momento, é testes… e com muito mais frequência do que eu gostaria de admitir, existe um “conflito” entre as pessoas de desenvolvimento e de teste… aliás, o ser humano é assim, basta categorizar alguma coisa que os membros de uma categoria já estabelecerão competitividade com a(s) outra(s) categoria(s)… e isso eu vi das mais variadas e criativas maneiras… e quero dar alguns exemplos:

  • pessoal de iPhone x pessoal de Android
  • pessoal de Linux x pessoal de Windows x pessoal de Mac
  • pessoal do Java x pessoal do .Net
  • pessoal do PS3 x pessoal do Xbox x pessoal do Wii x pessoal do PC

Há várias outras maneiras de categorizar os seres humanos, eu me ative a alguns exemplos mais profissionais/nerds que me vieram à mente…

Em todos os exemplos que eu dei, realmente existe competição pois é questão de preferência… entre “donos” e trabalhadores de cada lado existe ganho/perda de dinheiro… e várias coisas que até justificam essa competição… mas quero focar na questão entre o pessoal de desenvolvimento e o pessoal de testes…

O primeiro recado que quero dar é: WE ARE ON THE SAME DAMN TEAM!!!

Parece óbvio, mas há pessoas de ambos os lados tão completa e absurdamente fora de contexto que realmente parece que elas não se dão conta disso…

Como dizem que o Brasil é o país do futebol, e estou falando de time… farei analogias entre equipes de software (testes+desenvolvimento) e um time de futebol…

Nessa analogia:

  • jogadores de linha = desenvolvedores
  • goleiros = testadores
  • técnico = gerência
  • marcar um gol = exceder a expectativa do cliente
  • sofrer um gol = problemas encontrados pelo cliente após a entrega

Para deixar simples, não quis fazer maiores analogias com o meio campo, técnico, laterais, torcida, gols contra, etc… essa fica pra uma próxima pois só complicaria o raciocínio pois envolveria a turma de gerência de configuração, processos, etc…

Agora vou expor alguns placares hipotéticos de jogos e vamos pensar um pouco em cada um deles… e vamos supor que o nosso time é sempre o time da esquerda e o cliente, o time da direita…

Primeiro placar: 0 x 0… o que aconteceu, segundo a analogia que fiz? Ninguém fez mais do que a obrigação… todos fizeram o que tinha de ser feito… nenhum problema foi encontrado e correspondemos à expectativa do cliente… o resultado não é necessariamente ruim… mas nenhum time ganha campeonato assim… tudo bem até aqui?

Segundo placar: 2 x 0… agora sim… ganhamos o jogo… excedemos a expectativa do cliente e não tivemos problemas encontrados… se todos os jogos tiverem exatamente esse placar, a probabilidade de sermos campeões é bem grande… o placar em si não impressiona, mas se os resultados forem consistentemente esses, é bom…

Terceiro placar: 0 x 1… hmmm… perdemos o jogo… parênteses, aqui aproveito para fazer uma ressalva, não existe placar negativo, então parto do princípio que sempre vamos atingir a expectativa mínima do cliente, que é fazer o que estava acordado… isso é o mínimo que se espera… se você não faz o mínimo, pare a leitura por aqui até que esse problema seja resolvido, depois você volta e termina… fecha  parênteses… voltando, perdemos o jogo… fizemos o mínimo esperado e o cliente encontrou alguns poucos problemas… não é um resultado de todo ruim… mas se todos os resultados forem assim… muito provavelmente seremos o último colocado… e a tradução disso, profissionalmente falando, é falência…

Tendo essas coisas em mente, pensem, por si próprios, nos significados dos seguintes placares:

2 x 1…

3 x 0…

5 x 5…

10 x 0…

0 x 10…

Desses, qual o melhor placar pra você e sua empresa? Acredito que haverá consenso e acredito também que há margem pra discussão, sempre tem… mas não quero entrar nesses detalhes agora…

Mas vamos tratar dos gols sofridos… creio que existe consenso de que isso não é bom… creio que existe consenso de que podemos aprender coisas com os gols que sofremos… se estamos levando gol sempre do mesmo jeito, existe uma ou mais vulnerabilidades que ainda não identificamos… e o mais importante, de quem é a culpa?

Como eu mencionei… existe “conflito” entre desenvolvedores e testadores… ou melhor, existe conflito entre desenvolvedores e testadores que ainda não perceberam que “WE ARE ON THE SAME DAMN TEAM”! Já testemunhei situações onde, dentro de um time, ao sofrerem gols, estabelece-se a discussão para apontar de quem é a culpa… o goleiro reclama da zaga… a zaga reclama do goleiro… o ataque reclama dos dois… e às vezes o início, enfatizo, apenas o início, da jogada do gol sofrido começou com um passe errado no meio de campo que armou o contra-ataque do outro time… ou seja, de quem é a “culpa”? A “culpa” é do time inteiro…

Agora vamos falar do goleiro… o goleiro é o último homem da defesa… ele não tem boa visão do que acontece no ataque, mas ele tem uma boa visão do resto e consegue ajudar a organizar a defesa… e, aliás, isso também faz dele um bom goleiro… mas tem jogador que acha que goleiro gosta de dar ordens… por isso, pergunto: qual é a preocupação do goleiro?  Nunca se esqueçam da analogia, hein?

 

Nas empresas, tem muito técnico, pra não dizer a maioria, que se só preocupa com o ataque… os jogadores então, vixe… acham que o goleiro só atrapalha… tem situação onde o goleiro identifica uma fraqueza na defesa, mas o técnico e jogadores dizem: “ah, mas ninguém vai fazer esse passe”… “ah, mas é difícil o cara chutar no ângulo”… “ah, mas a gente não vai errar nessa saída de bola”… aliás, o que eu testemunho na maioria das empresas, é técnico jogando com 10 jogadores, sem goleiro, botando jogador de linha no gol pra economizar o salário do goleiro quando o time estiver no ataque…

E me pergunto… quem será que se daria melhor? Uma experiência que eu gostaria de fazer é jogos entre um time só de atacantes… outro só de zagueiros… e outro só de goleiros… vai ser goleiro jogando no ataque… atacante jogando no gol… será que um atacante seria um bom goleiro? Será que um goleiro seria um bom atacante? Quem será que ganharia? Acredito que não haverá consenso aqui… mas se quiserem tentar, usemos os comentários aqui do blog pra isso… feel free…

Gente, cada um tem o seu papel na equipe… o papel de todos deveria ser se preocupar com o melhor resultado para a equipe e saber que o outro também se preocupa… faz sentido quando digo que goleiros, zagueiros e atacantes tendem a obter melhores resultados quando eles jogam colaborativamente?

Não entendam que eu estou defendendo o goleiro… ele também quer que o ataque marque gols… aliás, há gols que começam com a cobrança do tiro de meta…

A percepção do sentido de equipe é o que eu quero deixar como recado aqui hoje… a excelência é objetivo de todos!

Fico por aqui…

Ultimamente, eu tenho pensado bastante em pronomes interrogativos… para que não lembra quais são, no Inglês é mais fácil lembrar deles pois todos começam com ‘w’… com exceção do “how”… são eles:

  • what / que
  • who / quem
  • when / quando
  • where / onde
  • why / por que
  • how / como

E por que eu tenho achado isso interessante? Bom, ultimamente eu tenho pensado bastante em toda aquela “sopa de termos” que eu mencionei aqui… e um desses termos é planejamento estratégico… aí eu percebi brincar com esses pronomes interrogativos te faz pensar em coisas de uma maneira diferente… pode ser que isso não seja novidade para alguns… mas eu nunca tinha parado (ou precisado parar) pra pensar nas coisas desse jeito… vou dar um exemplo:

Vamos supor que o seu trabalho é produzir alguma coisa que você pretende vender… no primeiro momento, é provável que você se preocupe com o QUE vão comprar… ou seja, provavelmente você focará no seu produto… isso, obviamente, não está errado… mas é interessante que você pense nos outros pronomes interrogativos…

Ou seja, é válido pensar:

  • no QUE vão comprar
  • QUEM vai comprar
  • QUANDO vão comprar
  • ONDE vão comprar
  • COMO vão comprar
  • e, por último e não menos importante, PORQUE vão comprar

No fundo, eu vejo que o último pronome é o mais importante… e isso está associado com outro termo na sopa… que é a geração de valor… o QUE vão comprar não é importante, e sim o PORQUE… o valor que você conseguir criar e oferecer é o que fará a diferença… e nesse aspecto, não vejo que tem muito segredo… tem uma frase que eu cito com alguma frequência que é: “é fácil enganar muitas pessoas por pouco tempo… é fácil enganar poucas pessoas por muito tempo… mas enganar muitas pessoas por muito tempo é muito difícil”… e por favor, o seu objetivo não deve girar em torno de provar que existe um equívoco nessa frase, pois assim você só está buscando meios de enganar alguém… lembram do 4° hábito? Então… é disso que estamos falando… mas pra citar as coisas de um jeito mais objetivo, copio o trecho de um livro* bem interessante que eu ainda não terminei:

“É preciso saber que os seus clientes não são estúpidos. A curto prazo, beneficiado pelo fator novidade, você poderá vender uma coisa diferente, mas se não oferecer algum valor real, tudo acaba ali, e o cliente não voltará. A médio prazo, você estará falido.”

Fico por aqui… depois a gente continua…

*O livro é “O Livro Negro do Empreendedor”

4° Hábito…

Hey… estou compartilhando com vocês um e-mail que eu mandei pra minha lista do pessoal e ex-pessoal do projeto BTC no Eldorado… normalmente os e-mails que são mandados lá são de política… inclusive o último que eu mandei… aí, eu resolvi mudar de assunto… segue o e-mail…


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Apesar de ter sido sobre política, posso dizer que gostei da repercussão que o último e-mail que eu mandei… e as respostas, em especial os comentários da Kelly, me incentivaram a escrever mais pra cá, só que, dessa vez, a intenção é mudar de assunto e talvez trazer algo que eu vejo ser mais útil pra todo mundo… não que isso signifique, necessariamente, um assunto menos polêmico… já sei que esse e-mail também não será curto… aliás, é esse o motivo de eu ter demorado tanto para mandá-lo…

Tem um livro que de um jeito ou de outro, normalmente está em destaque nas livrarias… eu vejo e ouço falarem desse livro há tempos, mas nunca dei bola pra ele… o Joaquim leu e recomendou mas ainda não foi suficiente pra eu começar… aí, quando a Adriane leu e gostou, eu pensei, why not?

O livro é bom… é uma leitura que eu recomendo… propagar tudo o que está escrito lá seria interessante, mas, vindo de mim, sei que muitas coisas não serão bem recebidas, então deixarei o autor fazer isso quando chegar o momento de cada um fazer essa leitura… mas de qualquer maneira, vou me atrever a apresentar um conceito bacana que eu vi lá…

O que ele explica nesse trecho que citarei não é novidade pra ninguém, mas ele conseguiu expressar esse sentimento que muitas vezes é possível vermos nas pessoas… e estarmos mais cientes daquilo que nos é intuitivo às vezes nos permite compreender melhor para, de repente, até resolver alguma situação de conflito que possa ser detectada no ambiente de trabalho…

O livro é “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”… e resumindo BEM grosseiramente, os 3 primeiros hábitos tratam da busca daquilo que o autor chama de “Vitória Particular”… e nos demais hábitos, daquilo que ele chama de “Vitória Pública”… em outras palavras, no primeiro momento, das relações intrapessoais (você com você mesmo) e no segundo momento, das relações interpessoais…

O raciocínio/passagem que eu achei interessante é referente ao 4° Hábito, o primeiro hábito das relações interpessoais… o “Pense Ganha/Ganha”… eu não quero entrar muito em detalhes por dois motivos: vai demorar pra escrever/ler, e o autor explica isso BEM melhor do que eu… então, vou resumir…

Considerando que, nas relações interpessoais, os resultados possíveis pra cada indivíduo é Ganha e Perde, em se tratando na relação de dois indivíduos, temos as seguintes possibilidades:
– Ganha/Ganha
– Ganha/Perde
– Perde/Ganha
– Perde/Perde

Olha, eu tentei resumir usando minhas palavras, mas ao reler o que escrevi, senti que ficou MUITO a desejar comparado às palavras do autor, então eu apaguei o que escrevi, e, pra ser eficiente, resolvi copiar trechos do que ele diz:

“Ganha/Ganha é um estado de espírito que busca constantemente o benefício mútuo em todas as interações humanas. Aqui, todas as partes de sentem bem e comprometidas com a decisão e o plano de ação. Aqui enxergamos a vida como uma cooperativa e não como uma competição. O sucesso de uma pessoa não é conquistado com o sacrifício ou a exclusão de outra.”

“Ganha/Perde adota a abordagem autoritária. As pessoas que seguem essa linha da raciocínio são propensas a usar a posição, poder, cargo ou sua personalidade para avançar. Muita gente foi criada dentro de uma mentalidade Ganha/Perde desde o nascimento.” – aqui, o autor coloca essa mentalidade como consequência da busca por aceitação dos pais (ou, no nosso caso em comum, do chefe), e continua – “Os valores dessas pessoas existem na comparação com outras pessoas.”

“Perde/Ganha leva o nome de capitulação – ceder ou desistir. Em estilo de liderança, permissividade ou indulgência. Perde/Ganha significa ser bonzinho, mesmo que os bonzinhos cheguem por último.” – e continua – “O problema é que pessoas do tipo Perde/Ganha ocultam/reprimem muitos sentimentos, e esses sentimentos, mais tarde, voltam com raiva e fúria desproporcional… reações extremadas à menor provocação.”

“Tanto Ganha/Perde quanto Perde/Ganha são posições de fraqueza, beseadas na insegurança pessoal. A curto prazo, Ganha/Perde produz mais resultados, porque se alimenta da força e do talento considerável das pessoas. Muitos profissionais oscilam de um lado para outro. Quando não conseguem suportar mais a confusão, a falta de estrutura, as expectativas e a disciplina, eles recorrem ao Ganha/Perde – até que a culpa abale sua postura, levando-os de volta para o Perde/Ganha.”

“Perde/Perde – quando duas pessoas Ganha/Perde se encontram, ou seja, quando dois indivíduos determinados, teimosos e egoístas interagem, o resultado é o Perde/Perde. Os dois perdem. Os dois tornam-se vingativos e querem a ‘revanche’ ou a ‘vingança’, cegos para o fato de que o assassinato é suicídio, e que a vingança é uma faca de dois gumes. Algumas pessoas tornam-se tão centradas no inimigo, tão obcecadas com o comportamento de outra pessoa, que ficam cegas para qualquer coisa que não seja o desejo de prejudicar o outro, mesmo que isso signifique prejuízo pra elas. Perde/Perde é a filosofia do conflito, a filosofia da guerra.”

“Qual a melhor opção? A resposta é: depende. Entretanto, você não vai querer criar uma situação do tipo Ganha/Perde em uma companhia ou um contexto onde necessite do máximo de cooperação das pessoas ou grupos, para atingir o máximo de sucesso.”

Um Ganha/Perde agora, é, no médio/longo prazo, um Perde/Perde. Com um Perde/Ganha frequente, talvez o “perdedor” não fique muito ansioso para agradá-lo no futuro, o que também pode nos levar a um Perde/Perde.

Gente, pode parecer loucura, mas o que eu escrevi até agora ainda não é exatamente o ponto que me motivou a escrever esse e-mail… é a condução do raciocínio até o ponto onde ele explica os conceitos de “Mentalidade da Escassez”… que é o que eu copio agora:
“Muitas pessoas vivem segundo o roteiro daquilo que chamo Mentalidade da Escassez. Elas encaram a vida como uma fonte limitada, como se só houvesse uma torta disponível. E se alguém pegar um pedaço grande da torta, todos os outros comerão menos. A Mentalidade da Escassez é o paradigma da contagem regressiva na vida.
Pessoas com Mentalidade da Escassez encontram muitas dificuldades em obter reconhecimento, crédito, poder ou lucro – mesmo em relação àqueles que as auxiliam na produção. Elas também têm dificuldade para sentir prazer genuíno com o sucesso de outras pessoas – até mesmo ou especialmente, os membros sua família, amigos íntimos e colegas. Parece que algo lhes é subtraído quando alguém recebe o reconhecimento e os frutos do trabalho ou atinge um sucesso ou uma meta notável.
Apesar de verbalmente expressarem contentamento pelo sucesso alheio, no íntimo morrem de inveja. Seu senso de valor deriva da comparação, e o sucesso dos outros, de certo modo, implica em seu fracasso. Apenas alguns podem ser alunos classe ‘A’. Apenas um pode chegar em primeiro lugar. ‘Ganhar’ significa apenas ‘derrotar’.
Frequentemente as pessoas com Mentalidade de Escassez abrigam esperanças secretas de que os outros sofram infortúnios – não infortúnios terríveis, mas infortúnios aceitáveis, que os mantenham em seu ‘devido lugar’. Elas estão sempre comparando, sempre competindo. Elas dedicam suas energias a possuir coisas, ou outras pessoas, de forma a aumentar sua noção de valor próprio.
Elas querem que os outros sejam da maneira que estipulam. Com frequência, procuram clones, e se cercam de ‘vacas de presépio’, pessoas que não as desafiam, mais fracas do que elas.
Quem tem uma Mentalidade de Escassez encontra muitas dificuldade em participar de uma equipe que se complementa. Elas consideram a diferença como sinal de insubordinação e deslealdade.”

Gente, ficou longo, eu sei… sorry… mas, promovamos uma discussão em torno disso…

Forte abraço! Fui!

 

>O Pequeno Príncipe…

>

É… podem dar bronca… mereço… acho que nunca fiquei mais de 2 meses sem escrever… tenho desconto por ter sido fim de ano? Bom, desculpas a parte… ainda devo o balanço do ano e o Top Ten 2009… quem sabe com esse post de hoje eu volte à ativa como “antigamente”?
Motivo para o post de hoje? Amanheci com uma frase em mente… uma frase tirada de “O Pequeno Príncipe” de Antoine de Saint-Exupéry… a frase é: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” Nisso, eu Googlei a frase e um dos links que me apareceu foi o do Yahoo Respostas… que copiarei a seguir… e um video no YouTube…
Ouvi de um amigo que o livro “O Pequeno Príncipe” será interpretado por nós de maneiras diferentes se o lermos em épocas distintas de nossas vidas… eu quero ler esse livro de novo…
Bom, segue o texto que achei aqui:
“Exupéry explicou muito bem isso quando o principezinho pergunta a raposa :
O que quer dizer cativar ?
Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa criar laços…
Criar laços?
Exatamente, disse a raposa.
Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo…
O livro ‘O Pequeno Príncipe’ ajuda-nos entender os mistérios do amor e da amizade.
E como o se lançar nesta paciente procura dos segredos do amor e da amizade.
Geralmente, as pessoas gostam de partilhar momentos juntos, pela companhia e amizade do outro, isso acaba numa transformação mútua.
Como a raposa diz:
Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim… Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo.
A amizade e o amor pode ter como origem uma conversa um comentário. Se cativamos, mudamos a pessoa e somos mudados por ela.
Só que a menos que cativemos essa amizade, este amor, ele não existira.
Por isso que entendo que a amizade e o amor não consiste em olhar um para o outro, mas sim olhar juntos para fora na mesma direção como escreveu Saint Exupéry.
Mas para atingir este grau de amizade, há necessidade de uma capacidade crescente de confiança e fidelidade mútua.
Lembre-se sempre que o amor é para as nossas vidas assim como a água e o sol para as plantas.
É interessante o que a raposa diz sobre isso:
A minha vida é monótona. Mas se tu me cativas, a minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos fazem-me entrar debaixo da terra. Os teus chamar-me-ão para fora da toca, como se fossem música.
A amizade é um relacionamento humano que envolve o conhecimento mútuo e a afeição, além do respeito e da lealdade.
Se tu queres um amigo, cativa-me!”
E segue o video…
Achei a conversa inteira fantástica… inclusive a explicação sobre as consequência desse cativar… mas o que mais me chamou atenção nisso tudo foi o desfecho da conversa dele com a Raposa… sobre quando estavam se despedindo…

Um pergunta que me passa pela cabeça é: o ato de cativar é unilateral? Ou ele é mútuo? Ainda quero pensar na resposta… se quiserem me ajudar, por favor…

Eu parei para pensar se eu consegui cativar alguém… eu consigo pensar em algumas pessoas… e me sinto responsável por elas, tenho um carinho por elas… não consigo ser indiferente a ninguém que tenha feito parte do meu passado, sem exceções, e acho que isso não pode e nem deve ser exigido de ninguém…

Como no video, relacionamentos chegam ao fim… de um lado, um que cativou e se sente responsável… e outro alegando que estava triste… porém, feliz por ter sido cativado, por ter se sentido importante… o Príncipe questiona se tudo não foi uma perda de tempo… a Raposa acredita que não… Vinícius de Moraes também crê que não em “Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure.” Mais recentemente em “Crepúsculo”, cujo livro comecei a ler essa semana, a autora Stephanie Meyer também crê que não em “When life offers you a dream so far beyond any of your expectations; it’s not reasonable to grieve when it comes to an end.”…

Por que estou escrevendo isso? Porque percebi que é tendência humana julgarmos um relacionamento inteiro apenas pela maneira como ele terminou… isso é um puxão de orelha pra mim também… mas já comecei a enxergar certas coisas de maneira diferente por causa do que li e pensei hoje…

Bom, vou correr quem em breve tenho minha aula de piano… fico devendo um video do meu progresso nesse aspecto…

1234 SEMPRE! Com mais uma potencial Voceniana por perto! E eu querendo fazer o Diamond… mas isso é assunto pra outro post…